Talvez a expressão marxismo seja estranha para você, leitor. Caso não seja, de repente você pode estar se perguntando: o que isso tem a ver com cristianismo?
Pois bem, achei interessante tratar desse assunto por conta do movimento marxismo cultural existente em nosso país; um mecanismo nefasto que visa destruir a ordem, a liberdade, a vida, a família, o patriotismo, a lei, a moral e o cristianismo, por meio da subversão e implantação do caos, inversão de valores, rebaixamento da capacidade racional e desmoralização da sociedade por meio de vulgaridades diversas. O intuito do marxismo cultural é instaurar a revolução proposta pelo marxista italiano Antônio Gramsci, líder do Partido Comunista Italiano, nos anos 1920. Essa revolução visa estabelecer uma nova sociedade, um novo homem, um novo mundo.
Vou fazer um resumo a partir desse momento de modo que você compreenda onde pretendo chegar: a expressão marxismo refere-se à ideologia dos filósofos alemães Karl Marx e Friedrich Engels, uma teoria que, segundo eles, visava trazer a igualdade plena para a humanidade e que daria sentido à existência do homem. A questão é que para o alcance desses objetivos, que no papel aparentavam ser bons, Marx tinha em mente a ação por meio da revolução e divisão de classes, não importando quais pudessem ser as consequências, tanto que, mesmo que indiretamente, Karl Marx acabou matando mais pessoas que todas as guerras que já aconteceram na história; essa visão de Marx recebeu o nome de comunismo.
Durante anos Marx concentrou suas forças difundindo sua teoria pelo mundo por meio de vários escritos e da revolução do proletariado, que tinha como foco destruir o capitalismo, que ele considerava ser o maior culpado por toda a pobreza e desigualdade existentes no mundo. Além do capitalismo, Marx era contrário à ideia de que as pessoas buscassem a Deus ou praticassem qualquer tipo de culto religioso, já que, para ele, a religião trazia uma sensação de conformismo fazendo com que as pessoas se sentissem satisfeitas mesmo em situações de pobreza. Marx era contra a ideia do indivíduo ter esperança em uma vida eterna sem sofrimento. Marx não era ateu, pior que isso: era anti-Deus, e batalhava pela extinção de qualquer ato religioso por parte dos homens, pois isso atrapalhava, de acordo seu entendimento, a revolução comunista.
Todas as obras e ensinamentos de Marx são denominados marxismo e todos aqueles que se deixam influenciar ou são adeptos de tais ideias são chamados de marxistas. Pois bem, sabendo em que consiste e qual o propósito do marxismo, eu pergunto: há como alguém ser cristão e defender os ideais de Karl Marx? Obviamente que não, impossível, contudo, como estratégia para se alcançar a revolução, o marxismo cultural, que mencionei no início do comentário, tem como um dos vários propósitos escusos de sua cartilha, a infiltração no meio cristão evangélico e católico. O objetivo é influenciar as igrejas, promovendo doutrinação ideológica, de forma que os membros dessas instituições se tornem verdadeiros alienados e consintam com a revolução de Gramsci. E isso, infelizmente tem acontecido em muitas denominações religiosas do Brasil que se consideram cristãs.
Dito isto, volto a mencionar o marxismo cultural, uma teoria que surgiu por volta da década de 20. Alguns marxistas deslocaram o sentido econômico do marxismo clássico para a esfera cultural, cujo objetivo é reinterpretar o marxismo clássico de acordo as transformações sociais. O representante dessa corrente foi Antonio Gramsci, que dizia que as instituições e valores ocidentais deveriam ser destruídos para que fosse possível a revolução. Assim como seu mestre, acreditava na criação de um ‘novo homem’.
O marxismo cultural desencadeou um verdadeiro ativismo cultural ao promover os movimentos do politicamente correto, a criação de grupos raciais, doutrinação de crianças, defesa do aborto, liberação das drogas, ideologia de gênero, homossexualismo, feminismo moderno, aquecimento global, além de propagar várias mentiras sobre o desarmamento, sistema de cotas, pobreza, igreja católica, dentre outras, no intuito de cauterizar a mente das pessoas tornando-as verdadeiras massas de manobra na busca pela implementação da revolução de Marx.
No Brasil, o marxismo cultural ganhou força após o fim do período do Regime Militar. Os marxistas ocuparam os mais importantes postos relacionados à educação e à mídia, subvertendo, a partir de então, a história e os rumos da nação. Dentre esses locais visados pelos marxistas para difusão do ativismo cultural no objetivo de corromper as mentes e provocar o caos social, não ficaram de fora as instituições religiosas. Antonio Gramsci foi bem claro com seus seguidores a respeito de como alcançar a revolução cultural: tomar as principais instituições sociais: mídia, universidades/escolas e igrejas, convertendo seus integrantes em “intelectuais da revolução”. Esclarecido mais esse ponto, vamos adentrar à questão do marxismo “cristão”.
Se você observar atentamente as Escrituras, ao ler o livro de Josué, capítulo 2 e versículo 10, verá um exemplo claro de pessoas que foram ‘aculturadas’. No caso em questão, os israelitas. Esse e vários outros exemplos na Palavra de Deus nos deixam atentos quanto à necessidade e responsabilidade que temos como cristãos de estarmos firmes a cada dia no exame das Escrituras de forma que não sejamos levados por qualquer ensinamento contrário aos princípios de nossa fé. Só dessa maneira poderemos pregar a palavra com segurança e ensinar as próximas gerações a trilharem pelo Caminho sem maiores problemas. No exemplo acima, as consequências foram terríveis: os filhos de Israel fizeram o que era mau aos olhos do Senhor chegando ao ponto de sacrificarem seus próprios filhos aos demônios! Infelizmente, no cenário atual, não são poucas as denominações religiosas que possuem à frente líderes com total desconhecimento das Escrituras, falta de dedicação no estudo da Palavra, religiosos, simpatizantes de políticos pessoas da elite, apegados a costumes e tradições e que podem, facilmente, por conta disso, serem envolvidos por vários “ventos” contrários; e o marxismo cultural é um desses ventos.
As muitas denominações evangélicas, bem como a igreja católica, além de todos os problemas que já citei ao longo desse ebook, têm sofrido com a influência cultural, o que pode levar aqueles que não estão bem estruturados na fé à apostasia, ou seja, abandono dos princípios morais cristãos.
Que as ideias de Antonio Gramsci têm fluido na sociedade há décadas, não é novidade, porém, vou citar alguns exemplos que provam que elas também estão ocorrendo em muitas denominações: já existem por aí alguns movimentos intitulados ‘união dos evangélicos para combate ao preconceito nas igrejas’, ‘evangélicos na luta pela intolerância no respeito ao Estado laico e aos direitos humanos’, ‘grupos de estudo sobre raça e evangelho’, ‘teologia feminista’, ‘movimento Jesus cura a homofobia’, entre outros. Quem tem o mínimo de sensibilidade, certamente percebe que se trata de ações carregadas de ideologia cultural mescladas com interpretações deturpadas da Palavra.
Aqui no Brasil, são dois os principais grupos que têm infiltrado em muitas instituições religiosas com o objetivo de disseminar o ativismo cultural de Antonio Gramsci, evidentemente, de maneira sorrateira e silenciosa: a Teologia da Libertação, que comanda o sindicato dos bispos católicos (CNBB) e a Teologia da Missão Integral (TMI), que tem como um dos líderes, o pastor e escritor Ariovaldo Ramos. A TMI usa como um de seus falsos argumentos, ao se colocar como importante para o meio evangélico, o fato de que propõe o debate teológico, algo, segundo ela, necessário, principalmente, neste momento em que a igreja brasileira é bastante vilipendiada por causa de maus exemplos e acossada por tantos ventos doutrinários. Fábio Blanco escreveu, certeiramente, a respeito da TMI: “Muitas pessoas me pedem para escrever sobre a Teologia da Missão Integral, desejosas que estão de entender melhor o que é esse movimento dentro das igrejas evangélicas. Confesso que este não está entre meus assuntos favoritos, e se comento sobre ele é apenas por uma questão de responsabilidade e necessidade. Isso porque considero a TMI como o maior perigo à igreja brasileira da atualidade, por trazer para dentro do ambiente eclesiástico uma visão contaminada de marxismo, esquerdismo e toda sua retórica materialista”.
A triste realidade é que, se não bastasse todos os males e heresias oriundos da Confissão Positiva, Teologia da Prosperidade e evangelho do entretenimento presentes em boa parte das instituições que se denominam cristãs, muitas estão abrindo suas portas para o marxismo cultural. Vários padres e líderes evangélicos estão se simpatizando com a Teologia da libertação e com a Missão Integral, sem saber que são verdadeiros ‘lobos’ trajados de ‘cordeiros’ com um único objetivo: introduzir a ideologia marxista para alienar as massas (nesse caso, as massas religiosas). E pasmem: fazem isso usando a temática do amor, o maior e principal mandamento a ser praticado pelo cristão. Obviamente, que eles deturpam o ensinamento, de modo que as pessoas não percebem que o amor de Cristo não é sinônimo de permissividade. Todas essas aberrações e heresias vão, sem dúvida alguma, de encontro à sã doutrina de Cristo e dos apóstolos. Cristão de verdade não compactua com a propaganda marxista. Amar ao próximo não significa ter que se submeter a ideias contrárias às Escrituras e aos princípios cristãos para não ter que desagradá-lo, porém, infelizmente isso tem acontecido.
Os seguidores de Jesus devem ser fiéis à Verdade e não podem se amedrontar ao ser tachado de machista, homofóbico, sexista, racista, fundamentalista, entre outros rótulos que os marxistas gostam de lançar contra aqueles que os contrariam. Jesus é o nosso modelo maior e referência em tudo. As Escrituras mostram que Ele sempre foi firme e nunca negociou com o pecado para não ter que desagradar quem quer que fosse. Nosso Senhor ama a todos os homens, sem acepção, porém, a relação entre duas pessoas do mesmo sexo, o aborto, a divisão racial e o “empoderamento” da mulher, por exemplo, são coisas abomináveis aos Seus olhos e à Sua santidade. São PECADOS GRAVES!
Portanto, nosso papel como cristão é tratar o pecado pelo nome e pregar a mensagem da necessidade de arrependimento a todos os homens, independente se isso vai contrariar governos, doutores, a mídia e até líderes religiosos, pois, ser cristão e marxista ao mesmo tempo é algo incompatível, inconciliável, incombinável.
Para concluir, deixo os seguintes textos para sua meditação e análise: Colossenses 2.8 / 1ª Tessalonicenses 5.21 / Salmo 14.1 / Romanos 1.17 ao 32 / Amós 3.3 / Salmo 49. 7 e 8 / Efésios 2.14 a 16 / 2ª Corintios 5.17 / Atos 3. 19 ao 21. Evidente que a respeito do assunto marxismo cultural há muito o que ser falado, e digo mais: é necessário que o leitor estude e busque aprender a respeito do mesmo; é necessário que estejamos informados acerca de tudo que nos rodeia e quais os intentos dos adeptos de Karl Marx (boa parte da grande mídia, a grande maioria dos políticos, economistas, os movimentos sociais, o esquerdismo, diversos professores e influenciadores em geral, entre outros), porém, o intuito aqui foi somente trazer um alerta a respeito da estratégia marxista cultural no sentido de querer confundir e, consequentemente, destruir a religião cristã. Não aprofundei no contexto histórico e político do marxismo, mas, neste blog você encontra boas recomendações de leitura a esse respeito.
Por Alexsander Oliveira.






