domingo, 15 de setembro de 2019

O livro da vida do Cordeiro


O livro da vida do Cordeiro é o registro dos cidadãos salvos nos céus (Hebreus 12.23). Ter o nome inscrito no livro da vida é motivo de grande alegria. É de muito mais alegria do que expulsar demônios: (Lucas 10.20). O livro da vida é de tão grande importância que Paulo o cita em Filipenses 4.3.
Estar inscrito no livro da vida é também segurança de salvação para todo o sempre. Somente quem está inscrito é que pode ser salvo: (Isaías 4.3), (Daniel 12.1). Palavras semelhantes a essas se vê também em Apocalipse 20.15, (Apocalipse 21.27); Quando o nome de uma pessoa é inscrito no livro da vida? Desde antes da fundação do mundo. Os nomes que não foram inscritos no livro da vida desde a fundação do mundo são os que se perdem para sempre. Esta verdade se encontra mais claramente em Apocalipse 17.8 que diz: “E aqueles que habitam sobre a terra, cujos nomes não foram escritos no livro da vida desde a fundação do mundo, se admirarão, vendo a besta...”.
Ser inscrito no livro vida “desde a fundação do mundo” não seria fatalismo? Algumas pessoas já vêm predestinadas para vida eterna e outras não? Ser escolhido e predestinado “desde a fundação do mundo” é ser salvo fora do tempo-espaço. O tempo não existia antes da fundação do mundo, mas somente a eternidade. E a eternidade pertence somente a Deus. Deus está fora do tempo. Para Ele não existe ontem, amanhã, mas somente um ETERNO AGORA.
Deus conhece e está em toda a história do princípio ao fim num só golpe de vista. A mente humana não pode compreender isto porque sempre temos a tendência de prender as coisas dentro do tempo-espaço (inclusive Deus). Sempre pensamos em categorias temporais de passado, presente e futuro. Nossa mente não consegue captar além disto!
Portanto, por falta de outra palavra no vocabulário humano, somos ensinados que os nomes foram escritos no livro da vida antes da fundação do mundo. E isto para Deus não é nem antes e nem depois, mas ETERNAMENTE AGORA. Isto não é para entender, mas para crer somente. Assim, cai por terra toda espécie de fatalismo em relação à salvação e perdição. Sobre este assunto, Caio Fábio (de quem eu, Alexsander, discordo em muitos de seus posicionamentos) escreveu algo de grande proveito: “Sinceramente, acerca da "predestinação", acho que discutí-la do modo como ainda se a discute é uma grande bobagem teológica. Digo, não a sua dúvida, mas a celeuma que se criou sobre o Mistério.Mistério é mistério. Deus é Deus, e Deus é! O resto é tentativa humana de linearizar aquilo que não é linear. A História é linear, Deus não. Na História há antes, durante e depois. Mas para Ele tudo é. Ele não é Deus de mortos, e sim de vivos, pois, para Ele todos vivem. O significado disto é a eternidade. Eternidade não linear. Se fosse linear não seria eternidade, seria tempo. Abraão viveu há alguns milênios em relação a mim. Mas para Deus tudo está acontecendo a um tempo só. Entendeu? É claro que não! Não é para entender, é para crer! Trata-se de um “saber em fé”, não um saber racional”. [...]
Toda essa história sobre a predestinação é bobagem na medida em que se pretende fazer de Deus um escravo da seqüência histórica do tempo. O Cordeiro foi imolado antes da fundação do mundo. Tudo o que foi criado nasce desse ato primordial e eterno. Para Deus, o que é, é! Hoje em dia até a física quântica ajuda a gente entender a tolice de discutir com categorias temporais — do Macro Universo —aquilo que pertence a categorias atemporais, e que não são nem do micro-cosmos, mas da própria essência do ser de Deus. O resto é tentativa humana de expressar o inexprimível, e que só pode ser apreendido pelo espírito, e pela fé.
O homem espiritual não “entende” todas as coisas, ele as discerne, conforme Paulo no ensinou. A maravilha não é entender, é saber em fé!
Os propósitos de Deus são mais reais que o próprio acontecimento. O primeiro ato de Deus antes da criação foi a redenção. Sem a cruz nada existiria. Há quem diga que quando Deus aparecia para Adão e Eva no Paraíso, Ele já estava com as marcas da cruz, de tão real que é a sua obra na cruz.
“A Cruz era “o mistério outrora oculto e agora revelado” — com todas as implicações da Graça em nosso favor. A Cruz é uma eterna decisão de Deus com Deus. O Sangue Eterno é a Decisão da Graça! Na história, o sangue foi derramado para manifestar aquilo que em Deus já estava feito!
Jesus Consumou o que nEle já estava Consumado desde a eternidade!”

César Francisco Raymundo. Editor da Revista Cristã Última Chamada - revistacrista.org



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