Quero começar dizendo o seguinte: o povo brasileiro em sua
grande maioria é de Direita e é também conservador. Sim, estou afirmando que a
maioria das pessoas, ainda que sempre tenha votado em partidos como PSDB e PT é
de direita.
Essa afirmação é possível pelo fato de ser bastante perceptível
que o cidadão brasileiro preza pelos valores e princípios conservadores:
entende que a família (tradicional) é a base para a sociedade, é contra a
descriminalização da maconha, do aborto e da pedofilia, a não aceita essa
historia de dizer que bandido é vítima da sociedade, entre vários outros pontos
que sempre fizeram parte das pautas da Esquerda. Até aquele cara mais fervoroso
que defende o grande ícone do PT, o senhor Luís Inácio Lula da Silva, não
concorda com essas pautas citadas que são marca registrada da Esquerda.
Antes de prosseguir, um resumo sobre os conceitos de Direita
e Esquerda para que o leitor compreenda melhor: tudo começou na França durante
os séculos XVII e XVIII. Havia a pretensão de substituir a monarquia por outro
modelo de governo. Entre os intelectuais e pensadores da época haviam aqueles
que acreditavam que a capacidade de mudança da sociedade estava no homem
somente, viam o homem como um ser perfeito, que não necessitava de ajuda
externa, defendiam a remoção do divino. Outros acreditavam que o ser humano é e
sempre será passível de falhas, desprovido da capacidade de conseguir ajustar a
sociedade sem a ajuda divina. Esta última crença deu origem ao pensamento de
Direita enquanto que a outra deu origem ao de esquerda.
Pois bem, no reinado de Luís XVI, após uma forte crise
econômica, o rei convocou uma assembléia com as principais representações da
época (clero, nobreza e povo) para buscar aconselhamento que contribuíssem para
tirar a França do buraco. Nesta assembléia, os que defendiam uma ruptura da
monarquia se sentaram à esquerda do rei e os que defendiam a necessidade de
reformas internas, mas com a manutenção da monarquia se sentaram à direita. Os
representantes do povo que estavam à esquerda do rei acabaram com a assembléia
e deram origem à sangrenta revolução francesa que por fim, acabou com a
monarquia na França, e assim, a República foi instituída com dois partidos
dominantes: os girondinos e os jacobinos. Os girondinos, na nova assembléia, se
sentavam à direita: representavam aqueles que defendiam ideias conservadoras
enquanto que os jacobinos se sentavam à esquerda e defendiam o radicalismo, a necessidade
de revolução para o alcance de mudanças e novas conquistas. Dentre esses
aspectos de revolução defendidos pelos
jacobinos estavam a crença na perfeição do homem, o pensamento iluminista, a
criação de um Estado atuante e dominador, a regulação da economia, a criação e
defesa das minorias, o estabelecimento da “justiça social”, altos impostos e
supressão das liberdades individuais.
Com o passar do tempo, a posição que um político escolhia
para se assentar definia sua orientação ideológica. Se sentava à direita era
conservador, se sentava à esquerda era revolucionário.
Por isso que os políticos de esquerda são a favor do Estado
inflado, que detenha o controle sobre as pessoas, que defenda as minorias e
interfira na economia com regras pesadas, enquanto que os políticos de direita
são a favor de um Estado menor possível, com menos impostos e pouca ou nenhuma
intervenção na economia respeitando sempre as liberdades individuais.
O que ressalto aqui é que a pessoa precisa conhecer na
origem qual é o conceito de direita e esquerda, a ideologia política. Se o
eleitor não souber nada de ideologia política, não sabe o que é direita e nem
esquerda, não sabe a linha de pensamento dos políticos que defende, não conhece
suas ideias nem a base ideológica dos partidos. Dessa forma, não saberá
reconhecer a diferença entre dois políticos e a democracia com isso morre,
restando apenas um sistema de escambo onde o voto é dado por causa de um
benefício próprio, e somente isto.
Mesmo sem esse entendimento (que é extremamente necessário),
o cidadão brasileiro, trabalhador e pai de família, em sua grande maioria, possui
base conservadora: é religioso, acredita em Deus, na família como base para uma
sociedade saudável, preza pelos valores tradicionais, pelo respeito aos mais
velhos, favorável às liberdades individuais e contra a inversão de valores e
politicagem através da criação de movimentos sociais. Tem muita gente nesta
condição, mesmo tendo a vida toda votado em partidos com PT e PSDB.
Alexsander J. Oliveira
fonte de embasamento: livro MENTIRAM E MUITO PARA MIM, de Flávio Quintela.

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